Convidado 2022

Martha Barros

By março 31, 2022 No Comments

Martha Barros é carioca, com raízes em Campo Grande (MS), Martha Barros é formada em Biblioteconomia mas foi na pintura que a artista encontrou sua verdadeira fonte de inspiração. Cursou o atelier de Hélio Rodrigues e freqüentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde estudou com mestres do naipe de João Magalhães, Gianguido Bonfanti, Charles Watson, John Nicholson e Anna Bella Geiger.

Participou de inúmeras individuais e coletivas no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e Mato Grosso do Sul. Entre as capas de livros por ela assinadas, destacam-se “Seu sexto sentido”, de Belleruth Napastedk, “A flauta vertebral”, de Luiz Roberto Nascimento Silva, e “O poder do fluxo”, de Charlene Berlitz e Meg Lundstorm (todos pela Editora Rocco), e ainda, “Filandras”, de Adélia Prado (Editora Record) e “O descobrimento do mundo”, CD com texto de Clarice Lispector, na voz de Aracy Balabanian (Editora Luz da Cidade).

Filha do poeta matogrossense Manoel de Barros, um dos maiores em atividade, Martha herdou do pai o lirismo e o gosto pelas coisas pequenas, e vem colocando suas preciosas ilustrações na obra do pai. Mas, a artista, que busca a liberdade do imaginário e do inconsciente, tal como Kandinsky, Paul Klee, Miró e Chagall, seguiu uma trajetória própria no universo das artes visuais.

A obra de Martha Barros é influenciada pelo mundo dos homens, dos animais e das plantas, em comunhão com a natureza. Sua linguagem, artesanalmente construída, está sempre em busca de uma simplicidade que se abastece na infância e bebe na fonte do ser. São imagens ignorantes do mundo moderno e de suas tecnologias mas, ao mesmo tempo, totalmente carregadas da inocência, que é exatamente onde o ser busca as suas raízes.

Em suas belíssimas “iluminuras”, Martha utiliza texturas e materiais diversos, que vão desde o papel e passam por tecidos, rendas e trapos aplicados à técnica de tinta acrílica sobre tela. O resultado é um trabalho espontâneo de cores e grafismos, direto e singelo.

Martha expõe o primitivo esteticamente, inspirando-se em pinturas rupestres e desenhos infantis, buscando, sempre, um traço livre e fluido. Não por acaso, sua obra vem ganhando elogios de destacados artistas brasileiros.

 

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